Na inconstância do afeto, idealizações fazem-se tão passageiras quanto a vontade de tudo.
Mais tarde, no espaço de tempo em que aquietam-se mente e consequentes divagações,
sem solução:
Nada é tão duradouro quanto a efemeridade.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
Velharia
no sofá. olhava-me. eu olhava, também.
tudo acontecia enquanto eu ia até quem amava em silêncio, só precisava ficar ali.
ele retribuía e me beijava.
por dentro, tudo via: eu querendo virar o rosto e levantar
e abraçar
e chorar
e me desculpar
mas não podia. pois tenho medo de ser amada.
continuava a dissimular. fitava-me.
um olhar, um tiro. e eu morrendo.
brincou, tentou
disse que ia embora, abri o portão.
deixou peso em mim, e eu, por vingança, o mesmo fiz.
fingiu não sentir o que transbordava
pois também tem medo de ser amado.
tudo acontecia enquanto eu ia até quem amava em silêncio, só precisava ficar ali.
ele retribuía e me beijava.
por dentro, tudo via: eu querendo virar o rosto e levantar
e abraçar
e chorar
e me desculpar
mas não podia. pois tenho medo de ser amada.
continuava a dissimular. fitava-me.
um olhar, um tiro. e eu morrendo.
brincou, tentou
disse que ia embora, abri o portão.
deixou peso em mim, e eu, por vingança, o mesmo fiz.
fingiu não sentir o que transbordava
pois também tem medo de ser amado.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Peso da cor
Algo maior onde não deveria estar
mao que percorre a curva recente
mao que percorre a curva recente
vontade de sumir, d'aquilo consertar
tudo tao diferente...
Da mae, ganhou soutien
do pai, olhar reprovador
sentiu vergonha, pro chao olhou
quanta dor, quanta dor...
Em sua barriga mexiam
de dentro pra fora, puxavam
roupas velhas nao mais cabiam
queria chorar, mas nao deixavam
"Que linda! logo logo vira mocinha!"
NAO! NAO QUERIA! - temia.
Tentava esconder o que tinha.
De tanto tentar, achou:
"...lugar estranho, esse..."
e de prazer se incendiou.
Ao sentir o pesar do crescer
parou em frente ao espelho.
Mirou-se abaixo, quieta e confusa
Vermelho, vermelho...
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Libra
Você é um pássaro pousado
a contrapesar a vida.
Uma ave migratória
apta ao voo,
mas temente da partida,
aninhada no prato de uma balança
e desconfortada pela desarmonia:
suas próprias lágrimas
alteram a libração.
Voe, passarinho,
para toda despedida
há um reencontro.
Não há experiência que não seja aprendizado,
não é aprendizado que seja esforço vão.
Voe, Cinthia,
o peso da sua ausência
há de manter a balança em equilíbrio.
Você é um pássaro pousado
a contrapesar a vida.
Uma ave migratória
apta ao voo,
mas temente da partida,
aninhada no prato de uma balança
e desconfortada pela desarmonia:
suas próprias lágrimas
alteram a libração.
Voe, passarinho,
para toda despedida
há um reencontro.
Não há experiência que não seja aprendizado,
não é aprendizado que seja esforço vão.
Voe, Cinthia,
o peso da sua ausência
há de manter a balança em equilíbrio.
Assinar:
Postagens (Atom)