Canto pra que vá
mas guardo lamento pra que fique
me assolam os pensamentos vagos
circundam, avoam e voltam
trazendo sempre o receio
do não saber mostrar
falar
fazer
amar
Toca o telefone numa noite solta
sorrio
Carros ao longe partem ao som da sua voz
e me pergunta se estou bem,
borbulho
e seguro
sonho com a presença
os olhares doces, as mãos enlaçadas
a voz trêmula e o coração palpitante
O florescer de todo o cultivo
sustentado por anos
com fé, carinho,
admiração, amor
afagos e espinhos
e a tal pitada de dor
em estranhas descobertas
te vejo em projeção
o que será isso, afinal,
entrega ou contenção?
terça-feira, 29 de abril de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
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