Você é um pássaro pousado
a contrapesar a vida.
Uma ave migratória
apta ao voo,
mas temente da partida,
aninhada no prato de uma balança
e desconfortada pela desarmonia:
suas próprias lágrimas
alteram a libração.
Voe, passarinho,
para toda despedida
há um reencontro.
Não há experiência que não seja aprendizado,
não é aprendizado que seja esforço vão.
Voe, Cinthia,
o peso da sua ausência
há de manter a balança em equilíbrio.
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