quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Olha pro relógio, uma pressa danada. Entra na loja, chega ofegante no balcão.
 - Vocês têm aqueles grampos de escritório?
A balconista olha, inerte, com uma cara lerda de dar gosto.
Insiste
 - Aqueles.... de escritório?
Vira pra prateleira e pega uma caixinha de clips.
Cacete, esse não.
 - Não, moça, esse não, quero o de grampeador - quase indo atrás do balcão
- Ah, tá. Tem esse, ó - vagarosamente
- Tá, tá, quero esse. Passa cartão?
 -  Cartão? Ah... aí é só acima de R$ 5,00.
Merda. Pega uma caneta aleatória.
- Pronto.
Registra o grampo e a caneta - vai logo, vai logo!
Só pra ajudar, a maquininha decide ser mais lerda ainda.
- Você pode... ó, vai pagando ali no caixa enquanto isso...

Corre pro caixa, toda esbaforida.
Uma voz:
- Tia, tem que passar o cartão lá em cima, aqui em baixo a maquininha tá queimada.
Pronto, era o que faltava.
A sobrinha olha pra cliente do grampo.
- Você vai ter que ir lá em cima - sorrindo.
- É.. erm.... claro. Lá em cima onde? - o rosto queima.
- Lá em cima, oras - sorrindo.
- Ah.. acho que tenho... algumas. Hm. Moedas? Sim, ó. - sem jeito
- Algo mais?
- ....................
- R$ 3,90.
- ..................

Que horas são, mesmo?


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