segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Um gole, um passo.
A luz piscante ofusca a vista, só o alvo é o que se vê. Música alta como entorpecente, tão repetitiva quanto tudo o que sempre aconteceu.

Num canto barulhento, encontram-se.
Papo cansado de tentar soar novo - tanta embriaguez deve servir pra alguma coisa.
- Tá muito cheio aqui, vamos pra um lugar mais tranquilo?
- Pra onde você quiser.
E lá se vão apenas dois da multidão de vazios iguais.

(Uns minutos e mais uns pares rasos)

Cerveja quente na frieza do contato
- Isso nunca me aconteceu antes...

Nem o corpo aguenta a superficialidade que transborda.

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