num suspiro-quase-choro, solta
o pulso pulsa, a voz tremula: linha que lhe sai boca afora, no intento de encontrar retalhos - seus, deles, tantos....
vida afetiva costurada, rasgada, remendada.
Não sabe o que sente
mas sabe.
Dá nome: diz nunca ter achado possível.
Alguém..? Quem? Capaz, assim, de gostar de mim?
Ninguém.
As lágrimas lhe brotam do útero e, transparecendo-se, escalam seu corpo adentro, em urgência de fuga.
Chora, chora. Caem todas sobre o peito de um homem que diz lhe amar. Será? Mas amam, os homens? E a amam, pessoas?
Escorre-lhe o sangue. O sangue de si, da mãe, das irmãs, tias, primas, avós; de todas as suas anteriores que não foram amadas
e choravam, caladas.
mas sabe.
Dá nome: diz nunca ter achado possível.
Alguém..? Quem? Capaz, assim, de gostar de mim?
Ninguém.
As lágrimas lhe brotam do útero e, transparecendo-se, escalam seu corpo adentro, em urgência de fuga.
Chora, chora. Caem todas sobre o peito de um homem que diz lhe amar. Será? Mas amam, os homens? E a amam, pessoas?
Escorre-lhe o sangue. O sangue de si, da mãe, das irmãs, tias, primas, avós; de todas as suas anteriores que não foram amadas
e choravam, caladas.
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