Deitada na cama, suspira enquanto assiste ao dia findar. Sente que conforme o sol se esconde, aparece-lhe um pouco mais a face da morte, que lhe espera, complacente.
Saúda a imobilidade.
Onde fora parar seu poder sobre os filhos que tanto maltratou?
Onde se encontra o chicote que nem sua própria língua tem forças para representar na falta de suas mãos pesadas e frias?
Arrasta o olhar. Esmaga-lhe o fardo da impotência.
Seus olhos brilham.
Dissolvem-se em puras lágrimas guardadas por uma vida mal vivida.
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